Conselho de Cidadania Paroquial

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

INCLUSÃO DIGITAL EM ALTA NA PARÓQUIA SANTA RITA

A Paróquia Santa Rita de Cássia dá mais um passo na construção da Cidadania ao conceder através da mãos do Frei José Raimundo e do Gestor e Monitor do Centro Digital de Cidadania, Grégore Adônis certificados de conclusão á 35 alunos, no último dia 07 de fevereiro ás 19:00 horas em missa solene. Estes formaram a primeira turma do Curso de Informática Básica em Software Livre do Centro Digital de Cidadania (CDC). 

Esta turma foi composta por alunos de 10 a 70 anos, que tiveram as suas primeiras aulas ainda no mês de outubro de 2009, logo após a inauguração do CDC no IV Mutirão da Cidadania da Paróquia. Mostrando que o conhecimento em informática não pode ser restrito a uma faixa ou grupo etário. Muitos alunos tiveram o contato inicial com computadores somente neste curso e já se sentem incluídos neste novo mundo digital.

O Curso de Informática Básica em Software Livre, com carga horária de 40 horas, ofereceu aos concluintes conhecimentos básicos em Informática, apresentou os softwares livres (gratuitos) disponíveis, mostrando que não há a necessidade em utilizar produtos piratas, contribuindo para o processo de democratização do conhecimento, gerando cidadania e inclusão na comunidade abrangida pela Paróquia Santa Rita de Cássia.

Vale lembrar que este projeto é uma parceria da Casa de Santa Rita de Cássia com o governo do Estado da Bahia, mas é mantido com a cooperação da própria comunidade através da doação do material plástico para reciclagem. Todas as despesas hoje existentes são garantidas pela conscientização de paroquianos e não paroquianos que se preocupam com o meio ambiente e colaboram com a coleta do material plástico. Só uma pergunta aos paroquianos de Santa Rita: Você esta contribuindo para transformar lixo em cidadania?

As matrículas para a próxima turma estarão abertas nos dias 24 e 25 de Fevereiro das 08h às 12h e das 14h às 17h, na secretária da Paróquia. É bom lembrar que devido à grande procura na turma passada não deixem para a última hora, pois há uma limitação no número de alunos.



segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

PARÓQUIA REALIZA OFICINA DE PLANEJAMENTO

Paróquia Santa Rita de Cássia na Diocese de Itabuna, no sul da Bahia realizou nos dias 06 e 07 de fevereiro do ano em curso sua Oficina de Planejamento. O evento foi realizado no salão da referida Paróquia e contou com a presença de 45 agentes de pastorais e foi assessorada pelo coordenador de pastoral Haroldo Heleno.

A Oficina de Planejamento teve como principais objetivos: Aprimorar o esforço conjunto da Paróquia para o fortalecimento do processo de Evangelização; Contribuir no desenvolvimento dos vários procedimentos relacionados ao fortalecimento paroquial; Empoderar as lideranças e os grupos de atuação paroquial de instrumentais que facilitem e melhorem suas atuações; Qualificar e disponibilizar para as lideranças paroquiais instrumentos que fortaleçam a caminhada Evangelizadora nos seus campos de atividades.

O assessor trabalhou e apresentou a metodologia do PMA - (Planejar - Monitorar - Avaliar) e a importância de um bom planejamento. Destacou que O PLANEJAMENTO nos ajuda a definir onde desejamos atuar. O que desejamos alcançar/mudar. Como e quem vai atuar no processo de realização. Quais as ações serão desenvolvidas e de que modo e com quais condições tudo isto será realizado.

Destacou também que o planejamento esta inserido dentro de um PROJETO, e que este Projeto é composto por alguns elementos:

- COMPREENSÃO da realidade local onde se pretende atuar. É o que chamamos de diagnóstico;

- VONTADE (a missão) e VOCAÇÃO (a especificidade) de produzir mudanças;

- DEFINIÇÃO dos objetivos a serem alcançados;

- ANALISE das condições e possibilidades existentes para o trabalho;

- PLANO DE AÇÃO, ou seja, saber o que vai ser feito.

- MECANISMO DE OBSERAVÇÃO (monitoramento) e AVALIAÇÃO da atuação, dos resultados e do impacto alcançados.

Esse conjunto de requisitos que convencionalmente compõe o PROJETO se apresenta distribuído em três fases: PLANEJAMENTO, MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO -(PMA).

Primeiro se delimitou claramente os problemas que deveriam ser enfrentados e retomamos as nossas Prioridades assumidas em nossa Assembléia Paroquial (Formação - Família - Vocação e Ministérios - Juventude - Comunidades e o Acolhimento) Eles deram origem a construção de um PLANO DE AÇÃO INTEGRADO, levando em conta as especificidades dos Grupos, Pastorais, Movimentos e Comunidades existente em nossa Paróquia.

Ao final da oficina todos puderam construir um Planejamento com seu respectivo PLANO DE AÇÃO. Definindo o OBJETIVO GERAL, os OBJETIVOS ESPECIFICOS, os INDICADORES e construindo o seu CRONOGRAMA DE ATIVIDADES.


 
Na missa das 19:00 horas do dia 07 de fevereiro estes PLANEJAMENTOS foram entregues de forma solene, gerando assim um sinal de PASTORAL ORGÂNICA na Paróquia.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

É PRECISO SE RENOVAR - APRENDAMOS COM AS ÁGUIAS

Após merecidas férias estamos de volta ao batente.‭ ‬Com novidades em nosso blog,‭ ‬a partir deste mês de fevereiro estaremos publicando uma vez por mês pequenas histórias extraídas do livro‭ “‬O que podemos aprender‭ ‬com os gansos‭” ‬de autoria de Alexandre Rangel.‭ ‬Serão sempre lições‭ ‬de cooperação,‭ ‬liderança e motivação visando nos ajudar na qualidade de nossas vidas. Chamamos a atenção do que nos diz o autor na sua publicação: de como devemos explorar ou refletir sobre cada uma destas histórias‭ ‬que são das mais diversas origens e de diferentes fontes.‭ ‬São múltiplos os ensinamentos que podemos extrair de cada uma delas.‭ ‬O leitor não deve se prender como única a perspectiva do ensinamento comentado.‭ ‬Com reflexão e criatividade,‭ ‬muitos outros ensinamentos poderão ser extraídos de uma mesma história.‭ É bom lembrar também que muitas destas histórias são lendas, ou pequenas histórias com o intuito de ajudar as pessoas a compreenderem determindas necesssidades na sua caminhada terrestre. A história escolhida para este mês é sobre a necessidade de renovação.

‭"A águia é a ave de maior longevidade. Chega a viver setenta anos. Mas para alcançar essa idade, aos quarenta anos ela tem que tomar uma serie e difícil decisão.

‭Com quarenta anos de vida, ela já está com as unhas compridas e flexíveis e não consegue mais agarrar as presas das quais se alimenta. O bico alongado e pontiagudo se curva, apontando para o peito. As asas estão envelhecidas e pesadas em razão da grossura das penas. Voar torna-se muito difícil.

‭Só restam à águia duas alternativas: morrer ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar cento e cinquenta dias. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher a um ninho próximo de um paredão. Após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico no paredão até conseguir fazer o bico cair. Depois disso , espera nascer um novo bico, como qual vai depois arrancar as unhas . Quando as novas unhas começam a nascer, a águia passa a arrancar as velhas penas. E só passados cinco meses a ave sai para seu famoso vôo de renovação e para viver mais trinta anos.

‭Em nossas vidas, muitas vezes também temos que nos resguardar por algum tempo para dar inicio a um processo de renovação. Para que continuemos a voar um vôo vitorioso, devemos nos desprender de lembranças, costumes e outras tradições que nos causaram dor. Somente livres do peso do passado, podemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz".

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

AS REAÇÕES CONTRA O PNDH 3 (AS MOTIVAÇÕES POR TRÁS DISTO)


As entidades e militantes dos Direitos Humanos e da Democracia de São Paulo-SP juntam-se ao Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), rede que reúne cerca de 400 organizações de direitos humanos de todo o Brasil, para manifestar publicamente seu REPÚDIO às muitas inverdades e posições contrárias ao III Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3), e seu APOIO INTEGRAL a este Programa lançado pelo Governo Federal no dia 21 de dezembro de 2009.


As reações contra o PNDH 3 estão cheias de conhecidas motivações conservadoras, além de outras que, pela sua própria natureza, são inconfessáveis em público pelos seus defensores. Estas resistências, claramente explicitadas ou não ao PNDH 3, provam que vários setores da sociedade brasileira ainda se recusam a tomar os direitos humanos como compromissos efetivos tanto do Estado, quanto da sociedade e de cada pessoa.


Em entrevista para o Portal da Fundação Perseu Abramo, o presidente da fundação e ex-ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, fala sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) e as intensas reações causadas pela iniciativa em alguns setores da sociedade. Para ele, há uma grande manipulação política nas reações ao programa. "Há uma disputa eleitoral em 2010. No caso do PNDH 3, boa parte do que li, é assim: "não li e não gostei". Estão opinando a partir do “ouvir dizer”. Não houve boa vontade nem mesmo para ler o conteúdo do Programa.

Leia a entrevista na integra: http://haroldoheleno.blogspot.com/


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Dra. ZILDA ARNS E O HAITI


Mesmo estando de férias não poderia deixar de postar mensagens de condolências a todo o povo haitiano pela enorme tragédia que se abateu mas uma vez sobre aquele pobre e sofrido país. A própria Organização das Nações Unidas definiu a tragédia no Haiti: "O terremoto que atingiu o país caribenho, na terça-feira (12), é a pior catástrofe natural da história, superando inclusive o tsunami que atingiu a Indonésia e países vizinhos em 2004. É uma "catástrofe histórica" e "a pior situação que ONU teve de enfrentar", disse Elizabeth Byrs, porta-voz da Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas".


As informações oficiais, de governos e de organismos como a ONU e a Cruz Vermelha, apontam para uma tragédia sem precedentes. O ministro haitiano da Saúde, Alex Larsen, afirma que já são pelo menos 100 mil mortos e 250 mil feridos, muitos dos quais em estado grave. Como corpos continuam a ser encontrados em meio aos destroços, estimativas mais pessimistas consideram que o total de vítimas do terremoto passe de 200 mil. O temor é que, pela gravidade da situação, epidemias assolem o país e elevem ainda mais o número de óbitos nas próximas semanas.

Não só o povo haitiano teve perdas, houve também perdas no povo brasileiro, entre estas perdas a morte da Dra. Zilda Arns, que se encontrava justamente naquele país para transmitir sua generosidade, sua sabedoria e seus conhecimentos. Tive a oportunidade de compartilhar desta sua simpatia e generosidade por várias vezes, tanto nas aldeias do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe no município de Pau Brasil – Bahia, como também em vários encontros da Pastoral da Criança. A Dra. Zilda sempre procurava simplificar as coisas, e também sempre simplificava a sua presença para que se tornassem acessíveis a todas as pessoas que deles precisassem. Dizia que: \"nunca se deve complicar o que pode ser feito de maneira simples\".

Divulgava a necessidade da solidariedade humana transformadora, quando afirmava que \"amar é acolher, é compreender, é fazer o outro crescer\". A Dra. Zilda Arns dizia, também, que \"o trabalho social precisa de mobilização das forças, onde cada um colabora com aquilo que sabe fazer ou com o que tem para oferecer. Deste modo, fortalece-se o tecido que sustenta a ação e cada um sente que é uma cédula da transformação do país\".

Hoje, choramos a perda dessa grande mulher brasileira, que morreu junto aos mais pobres dos povos do continente americano... Junto daqueles que, há muito tempo, já havia entregado seu coração.

O presidente Luís Inácio Lula da Silva, nos diz: “Que a partir do exemplo dela todos nós sejamos mais humanistas e solidários e olhemos com mais carinho para o nosso próximo, porque às vezes com pequenos gestos podemos ajudar. Tenho certeza de que, se perguntasse a ela se faria tudo de novo caso voltasse a viver, ela diria que sim, faria, voltaria ao Haiti. Deus queira que surjam outras pessoas assim no Brasil”.

O Frei Betto nos diz que se milhares de jovens e adultos brasileiros sobrevivem, hoje, às condições de pobreza em que nasceram, devem isso em especial à Dra. Zilda Arns, que merece, sem exagero, o título perene de Mãe da Pátria.

Por fim em meio à tragédia que choca a todo o mundo e agrava de tristeza e dor um dos país mais pobres do continente, nós brasileiros choramos pelas nossas perdas. E, principalmente, pela perda da querida Dra. Zilda Arns.Que seu exemplo continue nos inspirando e nos motivando a construir o País que ela sonhou e ajudou a mudar.








segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

25 ANOS DE VIDA SACERDOTAL DEDICADA A CONSTRUÇÃO DO REINO DE JUSTIÇA

Na próxima quarta feira (06 de janeiro de 2010 - Dia de Reis) a Paróquia de Santa Rita de Cássia em Itabuna terá mais um momento de festa e de muita alegria. Após a celebração dos 55 anos de vida sacerdotal do Frei Joaquim Camelli em dezembro de 2009, agora é a vez das celebrações dos 25 ANOS DE VIDA SACERDOTAL DO FREI JOSÉ RAIMUNDO. Uma missa as 19:00 horas na Igreja Matriz marcará este importante momento na vida da Fraternidade dos Capuchinhos.


Ao completar 25 anos de sacerdócio Frei Raimundo tem uma longa lista de atividades que pode se alegrar e o fazer se sentir um sacerdote a serviço do Reino. Tanto em Itabuna como em Aracajú sua passagem deixou marcas profundas e ficará gravadas para sempre na vida das Paróquias onde atuou.

O incentivo ao uso da Bíblia, A missa dos Homens, o Projeto Nova Juventude, os Processos de Formação, Os mutirões da Cidadania, A coleta seletiva do lixo, O encontro de Casais com Cristo,Centro Digital de Cidadania, o imenso cuidado com o jardim da Paróquia transformando em um ponto propicio de reflexão e contemplação da obra de Deus. Apoio as comunidades eclesiais. Seu trabalho em Aracajú se tornou destaque nacional com o trabalho da Policia Comunitária.

Um sacerdote de posição firme, em defesa do Evangelho. Sua convicção motiva a todos que o cerca da necessidade de caminhar em busca da concretização da Justiça Plena e do seguimento fiel as Palavras do Mestre Jesus (Mt 25, 31-46).

Esta posição clara e sua postura em defesa da Vida e da Dignidade Humana, atrai para ele a ira e a inveja de alguns e isto nos lembra a caminhada dos Profetas, que na medida em que iam denunciando os desmandos dos poderosos, ou quando iam de encontro aos caprichos de alguns que egoisticamente só pensavam em si, atraiam para si ataques de cóleras e tentativas de desqualificar suas denuncias e a sua ação de profetismo (Jr 18,18-20). Hoje estas posturas não mudaram tanto ao do Profeta que continuam sua tarefa de denunciar as injustiças e anunciar a esperança, como não mudaram também as posturas daqueles que se sentem incomodados por estas denúncias.

Vale lembra nos dias de hoje vários profetas que na medida em que vão incomodando a muitos com suas denuncias proféticas em defesa da Vida, são caluniados, agredidos e até mesmo ameaçados em sua integridade física, entre estes: Dom Erwin Klauter, Dom José Luís Azcona, Dom Pedro Casadaglia, Pe. Bosco, Pe. Josimo, Chico Mendes, e podemos citar também Frei José Raimundo.

A ação pastoral do Frei José Raimundo buscando atender aos apelos na Igreja expressados através do Documento de Aparecida, tem incomodado inclusive pessoas da própria Igreja, o que também não é novidade. Na medida em que o trabalho é direcionado para colocar a estrutura paroquial numa perspectiva missionária, e não apenas para atividades momentâneas ou como algo opcional, mas tornar as atividades paróquias em ações de uma Igreja em um estado permanente de missão (DA, 144); Transformando a nossa ação pastoral de simples conservação ou de se manter o que se tem, sem medo do novo, passar para uma pastoral decididamente missionária (DA, 370) e sobretudo incluindo na nossa agenda pastoral ação que levem em conta prioritariamente a defesa da vida, com especial dedicação aos pobres, tornando a Paróquia uma “advogada da Justiça e defensora dos pobres” (DA, 395-397). Esta maneira de fazer Igreja sugerida pela Conferência de Aparecida e aceita pelo Frei Raimundo, ainda assusta e amedronta a muitos.

O menino pobre, natural de Santa Luzia no sul da Bahia, município com o menor índice de IDH do Brasil, sabe muito bem o que é lutar e buscar garantir Cidadania para muitos. A sua dedicação e trabalho ao longo destes 25 anos junto a Fraternidade dos Frades Capuchinhos sempre foram marcados pelo Espírito e ensinamentos do seu Mestre Francisco de Assis: Um amor imenso pela natureza (que o diga o jardim de Santa Rita) e uma predileção e carinho pelos pobres e excluídos que aliás também são as mesmas predileção e prioridade de Jesus, esta predileção do Frei Raimundo é facilmente percebida na sua forma de agir, de pregar e na sua forma de conduzir seu trabalho pastoral. É esta postura pastoral e evangélica que faz com que a Paróquia de Santa Rita de Cássia seja um referencial intra e extra eclesial.

Parabéns Frei Raimundo pelos 25 anos de vida sacerdotal dedicado ao Evangelho e na defesa da Vida e da Cidadania.

domingo, 20 de dezembro de 2009

DECEPÇÃO EM COPENHAGUE



Terminou oficialmente no sábado, 19 de dezembro, a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que teve como principal resultado o “Acordo de Copenhague”, elaborado por um alguns países na noite de sexta-feira e formalmente aceito pela ONU. Os meios de comunicação de todo o mundo destacaram, a decepção deixada pelo acordo mínimo de luta contra a mudança climática obtido pela COP15.


Muitos editorais afirmaram que o acordo é um verdadeiro fracasso e foi um texto costurado às pressas para salvar a honra dos organizadores. A principal crítica é que o documento não conseguiu fixar os objetivos de redução das emissões poluentes.

Sem aprovação unânime, o acordo terá como anexo uma lista de países contrários a ele. A iniciativa de “tomar nota” foi a saída encontrada para que o documento tenha status legal suficiente e seja funcional, sem que seja necessária a aprovação pelas partes.

Segundo o jornal dinamarquês ‘Berlingske”, o presidente COP15, primeiro-ministro dinamarquês Lars Løkke Rasmussen, está satisfeito com desfecho. “Temos conseguido resultados. Agora, as nações terão que assinar o acordo, e se o fizerem, o que foi acordado terá efeito imediato”, destacou.

O otimismo do primeiro-ministro dinarmaquês não é o mesmo de muitos líderes. O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já na tarde da sexta-feira, 18/12, havia anunciado sua frustração com a conferência do clima. “Se a gente não conseguiu fazer até agora esse documento, eu não sei se algum anjo ou algum sábio descerá neste plenário e irá colocar na nossa cabeça a inteligência que nos faltou até agora”, alertou o presidente brasileiro.

Já para o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que nos momentos finais chefiou a delegação brasileira, o acordo é insuficiente para que os países, principalmente os mais pobres, tenham condições de agir de forma efetiva.

De acordo com o texto, os países ricos se comprometeram a doar US$ 30 bilhões, nos próximos três anos, para um fundo de luta contra o aquecimento global. O acordo prevê US$ 100 bilhões por ano, em 2020. "Isso aqui é insuficiente, vamos continuar a luta pelo planeta", disse Minc.

O ministro Carlos Minc ressaltou que esse valor que será colocado no fundo até 2012 - US$ 10 bilhões por ano - é menos do que o Brasil vai gastar para atingir sua meta voluntária de reduzir em até 39% das emissões de gases de efeitos estudo, até 2020.

Ele explicou que para atingir sua meta, o Brasil vai gastar US$ 16 bilhões por ano. "Esse valor de US$ 30 bilhões para todos é menos do que o Brasil sozinho vai gastar para cumprir as nossas metas, aprovadas pelo nosso parlamento", destacou Minc.

O documento diz ainda que os países desenvolvidos se comprometeram em cortar 80% de suas emissões até 2050. Já para 2020, eles apresentaram uma proposta de reduzir até 20% das emissões, o que está abaixo do recomendado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que sugere uma redução entre 25% e 40% até 2020.

Para a secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e membro do IPCC, Suzana Kahn, o resultado da COP15 foi decepcionante, uma vez que os chefes de estado discutiram mais a questão econômica das nações ricas e emergentes e se esqueceram daqueles que vão sofrer dramaticamente os efeitos da mudança climáticas.

"Existem muitos países africanos, por exemplo, que irão sofrer demais com o aumento da temperatura. No entanto, parece que a discussão tomou um viés econômico e político, o que eu acho muito preocupante. A questão climática ultrapassa a fronteira ambiental. É uma questão de desenvolvimento, de justiça, de equidade", afirmou Suzana Kahn.

Principais pontos do Acordo de Copenhague:

- O acordo é de caráter não vinculativo, mas uma proposta adjunta ao acordo pede para que seja fixado um acordo legalmente vinculante até o fim do próximo ano.

- Considera o aumento limite de temperatura de dois graus Celsius, porém não especifica qual deve ser o corte de emissões necessário para alcançar essa meta

- Estabelece uma contribuição anual de US$ 10 bilhões entre 2010 e 2012 para que os países mais vulneráveis façam frente aos efeitos da mudança climática, e US$ 100 bilhões anuais a partir de 2020 para a mitigação e adaptação. Parte do dinheiro, US$ 25,2 bilhões, virá de EUA, UE e Japão. Pela proposta apresentada, os EUA vão contribuir com US$ 3,6 bilhões no período de três anos, 2010-12. No mesmo período, o Japão vai contribuir com US$ 11 bilhões e a União Europeia com US$ 10,6 bilhões.

- O texto do acordo também estabelece que os países deverão providenciar "informações nacionais" sobre de que forma estão combatendo o aquecimento global, por meio de "consultas internacionais e análises feitas sob padrões claramente definidos".

- O texto diz: "Os países desenvolvidos deverão promover de maneira adequada (...) recursos financeiros , tecnologia e capacitação para que se implemente a adaptação dos países em desenvolvimento"

- Detalhes dos planos de mitigação estão em dois anexos do Acordo de Copenhague, um com os objetivos do mundo desenvolvido e outro com os compromissos voluntários de importantes países em desenvolvimento, como o Brasil.

- O acordo "reconhece a importância de reduzir as emissões produzidas pelo desmatamento e degradação das florestas" e concorda promover "incentivos positivos" para financiar tais ações com recursos do mundo desenvolvido.

- Mercado de Carbono: "Decidimos seguir vários enfoques, incluindo as oportunidades de usar os mercados para melhorar a relação custo-rendimento e para promover ações de mitigação.

Com informações de agencias internacionais e do Ministério do Meio Ambiente