sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

SERÁ QUE AINDA RESTA ESPERANÇA....





Estreia com exemplo de austeridade
Reguffe protocolou vários ofícios na Diretoria-Geral da Câmara
O deputado federal José Antonio Reguffe (PDT-DF), que foi proporcionalmente o mais bem votado do país com 266.465 votos, com 18,95% dos votos válidos do DF, estreou na Câmara dos Deputados fazendo barulho. De uma tacada só, protocolou vários ofícios na Diretoria-Geral da Casa.

Abriu mão dos salários extras que os parlamentares recebem (14° e 15° salários), reduziu sua verba de gabinete e o número de assessores a que teria direito, de 25 para apenas 9. E tudo em caráter irrevogável, nem se ele quiser poderá voltar atrás. Além disso, reduziu em mais de 80% a cota interna do gabinete, o chamado “cotão”. Dos R$ 23.030 a que teria direito por mês, reduziu para apenas R$ 4.600.

Segundo os ofícios, abriu mão também de toda verba indenizatória, de toda cota de passagens aéreas e do auxílio-moradia, tudo também em caráter irrevogável. Sozinho, vai economizar aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões nos quatro anos de mandato. Se os outros 512 deputados seguissem o seu exemplo, a economia aos cofres públicos seria superior a R$ 1,2 bilhão.

“A tese que defendo e que pratico é a de que um mandato parlamentar pode ser de qualidade custando bem menos para o contribuinte do que custa hoje. Esses gastos excessivos são um desrespeito ao contribuinte. Estou fazendo a minha parte e honrando o compromisso que assumi com meus eleitores”, afirmou Reguffe em discurso no plenário.



Em entrevista a Isto é, quando perguntado, se com esta sua atitude  não temeria pressões dos colegas da Câmara Legislativa, o Deputado foi enfático:


 "É verdade. Eu fui investigado, pressionado. Mas não quero ser mais realista que o rei, sou um ser humano como qualquer outro, erro, falho, mas quero cumprir os compromissos com as pessoas que votaram em mim. Uma pessoa que se propõe a ser representante da população tem que cumprir sua palavra. O mau político vai me odiar. Eu sei que é difícil trabalhar num lugar onde a maioria o odeia. Quero provar que é possível exercer o mandato parlamentar gastando bem menos e desperdiçando menos dinheiro dos cofres públicos".


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

ÉTICA NA TV

Logo-Oficial-CNBB
CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
Conselho Episcopal de Pastoral – 25ª Reunião
Brasília – DF, 15 a 17 de fevereiro de 2011

P – Nº 0131/11

NOTA DA CNBB SOBRE ÉTICA E PROGRAMAS DE TV

Têm chegado à CNBB diversos pedidos de uma manifestação a respeito do baixo nível moral que se verifica em alguns programas das emissoras de televisão, particularmente naqueles denominados Reality Shows, que têm o lucro como seu principal objetivo.
Nós, bispos do Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), reunidos em Brasília, de 15 a 17 de fevereiro de 2011, compreendendo a gravidade do problema e em atenção a esses pedidos, acolhendo o clamor de pessoas, famílias e organizações, vimos nos manifestar a respeito.
Destacamos primeiramente o papel desempenhado pela TV em nosso País e os importantes serviços por ela prestados à Sociedade. Nesse sentido, muitos programas têm sido objeto de reconhecimento explícito por parte da Igreja com a concessão do Prêmio Clara de Assis para a Televisão, atribuído anualmente.
Lamentamos, entretanto, que esses serviços, prestados com apurada qualidade técnica e inegável valor cultural e moral, sejam ofuscados por alguns programas, entre os quais os chamados reality shows, que atentam contra a dignidade de pessoa humana, tanto de seus participantes, fascinados por um prêmio em dinheiro ou por fugaz celebridade, quanto do público receptor que é a família brasileira.
Cônscios de nossa missão e responsabilidade evangelizadoras, exortamos a todos no sentido de se buscar um esforço comum pela superação desse mal na sociedade, sempre no respeito à legítima liberdade de expressão, que não assegura a ninguém o direito de agressão impune aos valores morais que sustentam a Sociedade.
Dirigimo-nos, antes de tudo, às emissoras de televisão, sugerindo-lhes uma reflexão mais profunda sobre seu papel e seus limites, na vida social, tendo por parâmetro o sentido da concessão que lhes é dada pelo Estado.
Ao Ministério Público pedimos uma atenção mais acurada no acompanhamento e adequadas providências em relação à programação televisiva, identificando os evidentes malefícios que ela traz em desrespeito aos princípios basilares da Constituição Federal (Art. 1º, II e III).
Aos pais, mães e educadores, atentos a sua responsabilidade na formação moral dos filhos e alunos, sugerimos que busquem através do diálogo formar neles o senso crítico indispensável e capaz de protegê-los contra essa exploração abusiva e imoral.
Por fim, dirigimo-nos também aos anunciantes e agentes publicitários, alertando-os sobre o significado da associação de suas marcas a esse processo de degradação dos valores da sociedade.
Rogamos a Deus, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, luz e proteção a todos os profissionais e empresários da comunicação, para que, usando esses maravilhosos meios, possamos juntos construir uma sociedade mais justa e humana.
Brasília, 17 de fevereiro de 2011

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB


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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O SONHO DE NABUCODONOSOR


                                                                                                  Frei Betto


Os países ricos do  Ocidente, cuja democracia se baseia no poder do dinheiro, não têm princípios,  apenas interesses. Acusam Cuba de ser uma ditadura que não respeita os  direitos humanos por não admitirem o caráter socialista daquela Revolução que,  há mais de 50 anos, resiste às agressões do maior império econômico e bélico  da história da humanidade.

No entanto, tecem loas à China. Fazem  vista grossa ao regime escravocrata de mão de obra barata, onde se fabrica  tudo aquilo que, no Ocidente, exigiria pagar salários mais altos, reduzindo a  margem de lucro das empresas ocidentais. Inúmeros produtos em oferta em nossas  lojas, embora grifadas por marcas originárias do Ocidente, são “made in  China”.

Para governos como o dos EUA, do Reino Unido, da França e da Alemanha, o fato de um ditador como Hosni Mubarak ocupar, por 30 anos, o  poder no Egito, não tem a menor importância. Desde que sirva a seus interesses  geopolíticos numa região explosiva. Vale para Mubarak o que John Foster Dulles  dizia do ditador Anastácio Somoza, da Nicarágua: “É um filho da p., mas é  nosso filho da p.”

De olho no petróleo, os governos  ocidentais sempre respaldaram os governos tirânicos do mundo árabe. Negócios,  negócios, princípios à parte. Qual potência europeia rompeu com uma das tantas  ditaduras militares que assolaram a América Latina nas décadas de 1960 e  1970?

O Ocidente nunca se incomodou com a ausência de eleições  periódicas nos países árabes, a opressão  da mulher, a perseguição aos  homossexuais, o luxo nababesco dos governantes frente à miséria da grande  maioria da população. Quantos ditadores africanos engordam os cofres dos  bancos europeus?

Agora os EUA estão como o rei da história de  Hans Christian Andersen: nu, despido de sua arrogância supostamente  democrática, de sua prepotência imperial. E o pior, colocado entre a cruz e a  caldeirinha: se Mubarak permanece, a Casa Branca sustenta uma ditadura e  despreza o clamor do povo egípcio. Se é derrubado, há o risco de o Egito se  transformar, como o Irã, numa nação islâmica, hostil a Israel e aos propósitos  ocidentais.

Narra a Bíblia que o profeta Daniel (2, 31-36) foi  convocado para interpretar um sonho que tanto inquietava o rei Nabucodonosor,  da Babilônia: “Era uma grande estátua, alta e muito brilhante. Ela estava bem  à frente de Vossa Majestade e tinha aparência impressionante. A cabeça era de  ouro maciço; o peito e os braços eram de prata; a barriga e as coxas, de  bronze; as canelas de ferro e os pés, parte de ferro e parte de barro. Vossa  Majestade contemplava a estátua quando, sem ninguém jogar, caiu uma pedra que  bateu exatamente nos pés de barro e ferro da estátua, quebrando-os. Em  segundos, tudo desmoronou. Ferro, barro, bronze, prata e ouro ficaram como  palha no terreiro em final de colheita, palha que o vento carrega sem deixar  sinal. Depois, a pedra que tinha atingido a estátua se transformou numa enorme  montanha que cobriu o mundo inteiro.”

A pedra, no caso do mundo  árabe, é a ânsia popular de democracia entendida como justiça social e paz. O  que pensa um iraquiano vendo seu país há anos dominado por tropas ocidentais  que tratam os habitantes como escória da humanidade? O que pensa um afegão  vendo aviões ocidentais bombardearem aldeias, matando crianças, mulheres,  idosos, sob a desculpa de se tratar de um refúgio talibã?

A  pedra é a cultura religiosa, muçulmana, que grassa naqueles países, e que nada  tem a ver com o suposto cristianismo do Ocidente. Em nome de Deus e de Jesus,   o Ocidente subjugou, durante séculos, a África, a Ásia e a América Latina.  Escravizou habitantes, extorquiu riquezas, transferiu para a Europa  preciosidades arqueológicas, como a Pedra de Roseta – hoje no Museu  Britânico -, fragmento de uma estela  de granodiorito do Egito antigo,  cujo texto foi crucial para a compreensão moderna dos hieróglifos egípcios.  Sua inscrição registra um decreto promulgado em 196 a.C., na cidade de Mênfis,  em nome do rei Ptolomeu V.

O pensamento islâmico não distingue a  fronteira entre religião e política. Esta deve ser monitorada por aquela. E a  autoridade religiosa é encarada, como ocorria no Ocidente medieval, detentora  do poder político.

Para tal conjuntura, o Ocidente só conhece uma  resposta: armas, guerras, ocupações, subornos e ditaduras. Porque é incapaz de  empreender o diálogo interreligioso, de reconhecer o direito daqueles povos à  autodeterminação, de pautar-se por princípios e não pela voracidade obsessiva  do mercado por lucro.

Se o fundamentalismo islâmico incute em  jovens a mística do martírio, introduzindo uma forma de terrorismo  incontrolável, o fundamentalismo do mercado incute nos ocidentais a convicção  de que igrejas e mesquitas devem ceder lugar aos shopping centers, templos de  consumismo e miniaturização do paraíso na Terra.

Eis a pergunta  que, esta semana, se repete em Dakar, no Fórum Social Mundial, e exige resposta urgente: Um outro mundo é possível?



Frei Betto é  escritor, autor de “Calendário do Poder” (Rocco), entre outros  livros.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

RUMO AO VI NORDESTÃO



A coordenação diocesana de CEB’s da Diocese de  Itabuna/Bahia, realizou neste dia 12 de fevereiro de 2011, no salão paroquial  da Igreja Santa Rita de Cássia mas uma reunião em preparação ao VI  Nordestão das CEB’s  que será na Diocese de Itabuna no próximo ano. 

Com o tema “Rumo ao VI Nordestão das CEB’s”, cerca de 45 lideranças de Pastorais, Grupos, Movimentos, e tendo a presença da Articuladora Regional e do Diretor Espiritual das CEB’s respectivamente,  Ana Maria  e  Frei Genilton , além das assessorias do CIMI e da CPT, refletiram, aprofundaram e definiram uma serie de encaminhamentos em preparação ao VI Nordestão. 

O encontro teve como objetivo Informar, motivar, sensibilizar e organizar a caminhada para  o VI Nordestão das CEBs,  também se apresentou as equipes de serviços e a indicação de nomes para a sua composição; e a montagem de uma agenda mínima de caminhada. 

O evento teve inicio com um momento de mística, conduzido pela Comissão Pastoral da Terra que se utilizou da Parábola do Semeador para motivar os participantes em seguida todos colocaram seus sonhos, entre eles destacamos: a construção de uma sociedade justa e fraterna; A busca da Paz, da Unidade, da Organização também foram destacadas, uma das fala de uma das participantes: “Que a nossa Igreja/Paróquias, seja de fato Una e abra espaço e reconheça as nossas manifestações e formas de celebrar como significativas e verdadeiras”. Em seguida a coordenação deu as boas vindas a todos e todas e também colocou os objetivos e a pauta do encontro. 

Ana Maria, articuladora regional falou sobre a importância da preparação do 6º  Nordestão. Destacou também: “Como e porque surgiram as CEB’s”   Na Igreja do Brasil durante a Ditadura militar esta experiência de pensar numa Igreja mais participativa foi ficando muito forte. A LUZ DA PALAVRA DE DEUS ERA A GRANDE MOTIVAÇÃO- esta motivação é a espinha dorsal das CEBS até os dias de hoje. Não existe CEB’s sem a palavra de Deus. As CEB’s vem caminhando com altos e baixos. Ao longo da caminhada surgiu a necessidade de se encontrar e surgiu os Intereclesiais:  Vitória/ES (1975) – Vitória/ES (1976), João Pessoa/PB (1979), Itaici/SP (1981), Canidé/CE (1983), Trindade/GO (1986), Santa Maria/RS (1992), São Luís/MA (1997), Ilhéus/BA (2000), Ipatinga/MG (2005), Porto Velho/RO (2009). 

E em preparação aos  Intereclesiais  começaram a acontecer a partir de 1992 os NORDESTÃO: (1992) Juazeiro/BA, (1996) Picos/PI, (1999) Juazeiro do Norte/CE, (2004) Maceió/AL, (2008) São Luís/MA, e o próximo será em julho de 2012 em Itabuna/BA.

Os Nordestãos tem como objetivo geral Fortalecer a relação e a articulação na grande Região Nordeste, subsidiando as equipes regionais de CEB’s na luta pelo fortalecimento da organização para a melhoria das condições de vida das comunidades. E seus objetivos específicos: Subsidiar as equipes de coordenação e de articulação das CEB’s nos regionais e dioceses para dinamizar a organização e a vida das comunidades de base; assegurar uma melhor articulação e atuação dos cinco regionais no grande regional nordeste e por fim aprofundar o tema e o lema do XIII Intereclesial das CEB’s que irá acontecer no Crato (Ceará) no ano de 2014.

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O Frei Genilton falou sobre a sua participação na 2ª reunião da Equipe Ampliada das Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s), que aconteceu na Diocese do Crato/CE, no período de 27 a 30 de janeiro. A ampliada é a responsável pela organização dos Intereclesiais.  A equipe fez a escolha do cartaz de divulgação do próximo encontro, cujo tema é “Justiça e profecia a serviço da vida”,  e o lema: “CEBs, Romeiras do Reino no Campo e na Cidade” A ampliada também  definiu por nova data para o evento, que deveria ocorrer em julho de 2013. Tendo em vista os 100 anos da Diocese de Crato em 20 de outubro de 2014, decidiu-se mudar a data do 13º Intereclesial para os dias 07 a 11 de janeiro de 2014 dando início ao ano de celebração do centenário. Solidários/as às vítimas das chuvas em todo o Brasil e em especial com as pessoas da cidade do Crato, que também sofreram com as fortes chuvas caídas durante o encontro

Por fim se discutiu a participação nas diversas equipes de serviços após a apresentação da Rafaela, secretária diocesana da CEB’s e se montou uma agenda mínima, além de definir pela realização de reuniões bi-mensais em preparação ao VI Nordestão, estas reuniões passaram a se denominar: “Construindo o VI Nordestão”. Definiu-se também que as reuniões e encontros se darão no espaço da Paróquia Santa Rita de Cássia devido a proximidade com os prováveis locais de realização dos eventos do Nordestão (Vila Olímpica, Colégios Estaduais e Municipais). 

O Encontro do Regional Nordeste III a ser realizado aqui em Itabuna no período de 25 a 27 de março deste ano também mereceu uma profunda discussão, sobre a sua organização, ficando de se montar as equipes necessárias e o levantamento do que seria necessário para a sua realização em  especial a alimentação, e o Frei Genilton ficou de apresentar estas necessidades e solicitar apoio dos  padres na próxima reunião do clero diocesano. 

AGENDA:
12/fevereiro/2011 – “Construindo o 6º Nordestão”
13/fevereiro/2011 – Dia “d” de sensibilização
01/março/2011 – Oficina de feitura de velas.
25 a  27/março/2011 – Reunião do Regional  NIII – Local: Salão Paroquial – Santa Rita
09/abril/2011 – “Construindo o 6º Nordestão” – 14:00h
23 a 29/janeiro/2012 – 3ª Ampliada das CEB’s – Crato/CE
05 a 08/julho/2012 - 6º Nordestão – Itabuna (Proposta de data a ser negociada)
07 a 11/janeiro/2014 – 13º Intereclesial – Crato /CE



DE VOLTA A ATIVA



Olá pessoal, após um período de inatividade devido ao problemas técnico e logo após uma merecida férias, estamos de volta. Pedindo desculpas pela ausência. Agradecemos também as diversas cobranças sobre o blog, prova de que o mesmo vinha cumprido a sua tarefa, que é de informar e entreter os nossos visitantes.

VAMOS EM FRENTE,  POIS A LUTA NÃO PARA.