domingo, 31 de julho de 2011

MAIS UM PASSO EM DIREÇÃO AO VI NORDESTÃO DAS CEBs

Teve inicio na tarde do dia 28 de julho de 2011 e se estendeu até o dia 30, no salão paroquial da Igreja Santa Rita de Cássia, na Diocese de Itabuna, no sul da Bahia, mas um encontro da ampliada nordestina em preparação ao VI Nordestão das CEBs, que acontecerá em julho de 2012 na Diocese de Itabuna. O evento contou com a participação dos representantes dos 05 regionais: Nordeste I – Ceará, Nordeste II – Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas, Nordeste III – Bahia e Sergipe, Nordeste IV – Piauí, Nordeste V- Maranhão.

O encontro “Construir o VI Nordestão”, faz parte de uma serie de atividades que vem sendo realizadas em preparação para este importante evento da Igreja Católica em todo Nordeste, e caminhando para a realização do 13º Intereclesial das CEB's a ser realizado em 2014, no Crato/CE.

Após as visitas ao Colégio Lourdes Veloso e a Vila Olímpica de Itabuna, situados a Av. Presidente Kennedy, onde serão realizadas as pequenas plenárias e as atividades de grande porte respectivamente, os representantes presentes no evento deram continuidade a profundas reflexões que resultaram nas seguintes definições: O VI Nordestão das CEBs será realizado no período de 19 a 22 de julho de 2012, terá como tema “Justiça e Profecia a serviço da Vida no Nordeste” e o seu lema será: “Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu. (Mt 5,10)”. Definiu-se também os sub-temas a serem trabalhados nas pequenas plenárias: 01) Espiritualidade Ecológica (Preceitos ecológicos do Pe. Cícero – Canto das Criaturas), esta plenária terá como patrono o Pe. Cícero; 02) As CEBs e as políticas Públicas (com destaque aos aspectos da educação, segurança pública e a saúde que será também tema da CF 2012), a patrona será Zilda Arns; 03) As CEBs no enfrentamento aos projetos desenvolvimentistas que excluem (É tempo de destruir os sistemas que destroem a terra), patrono o Pe. José Koopmans; 04) Profetas e Profetisas de ontem e de hoje, o patrono será o Pe. Comblin; 05) Romeiros e Romeiras no campo e na cidade – desafios e perspectivas (Contexto da urbanização e desafios das CEBs no meio rural), patrona Beata Maria Araújo; 06) CEBs e Movimentos Sociais – a serviço da vida no Nordeste, o patrono será Galdino Pataxó Hã-Hã-Hãe e no VI Nordestão haverá uma plenária com oficinas práticas, tais como pintura de tecido, confecção de velas, reciclagem de pet, colares e terá como tema de reflexão: 07) CEBs na busca da sustentabilidade, seu patrono será Antônio Conselheiro. E grande plenária terá como patrono o ex-bispo diocesano de Itabuna: Dom Paulo Lopes de Faria.

Muitos outros encaminhamentos foram feitos, tais como coordenação dos dias e das plenárias, hospedagem, equipes de trabalhos, livro de cânticos, contribuições financeiras dos Regionais. Ao final do encontro os representantes lançaram a CARTA DE ITABUNA, nela expressam os seus sonhos, as suas alegrias e esperanças ao mesmo tempo em que convidam Romeiros e Romeiras de todo o Nordeste a caminhar juntos a este “Mutirão de Evangelização e celebração da Fé a partir da vida do povo Nordestino”.



Lembrando:

VI Nordestão das CEBs

Local: Diocese de Itabuna – sul da Bahia

Data: 19 a 22 de julho de 2012

Tema: “Justiça e Profecia a serviço da Vida no Nordeste”

Lema “Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu. (Mt 5,10)”.



Haroldo Heleno
Assessoria Diocesana das CEBs

quinta-feira, 28 de julho de 2011

CONSTRUINDO O 6º NORDESTÃO

Teve inicio na tarde de hoje 28 de julho de 2011, no salão paroquial da Igreja Santa Rita de Cássia, na Diocese de Itabuna, mas um encontro em preparação ao VI Nordestão das CEB’s, que acontecerá em julho de 2012 na Diocese de Itabuna. Contando com a participação dos representantes dos 05 regionais: José Batista e Ana Lourdes  (Nordeste I – Ceará), Fátima Antônio (Nordeste II – Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas), Ana Maria, Fátima, Rafaela, Madalena, Frei Genilton, Frei Carlos Inácio, Frei Joaquim, Valderly, Haroldo Heleno, Célia, Rafael e João Vitor (Nordeste III – Bahia e Sergipe), Maria Nascimento  (Nordeste IV – Piauí), Maria José  (Nordeste V- Maranhão).

O encontro “Construir o VI Nordestão”, faz parte de uma serie de atividades que vem sendo realizadas em preparação para este importante evento da Igreja Católica em todo Nordeste, e caminhando para a realização do 13º Intereclesial das CEB's a ser realizado em 2014, no Crato/CE. O evento de hoje tem como objetivo principal: Discutir, Refletir e definir a data do VI Nordestão, cartaz, equipes de trabalhos, locais de trabalho, hospedagem, assessorias, temas, lemas, recursos, divulgação, articulação, mobilização levando em conta as contribuições de todos os Regionais do Nordeste presentes no encontro. Discutir e apresentar metodologia a ser usada no VI Nordestão. Visitar os locais onde serão realizadas as atividades, as oficinas, hospedagem. O evento ocorrerá até o dia 31 de julho.

Haroldo Heleno
Assessoria Diocesana das CEB's

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Jovens e redes sociais em debate no Muticom .

Qui, 21 de Julho de 2011 14:52  - Site da CNBB
A professora do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, Adriana Braga, foi uma das conferencistas do painel “Jovens, novas comunidades e redes sociais”, na manhã desta quinta-feira, 21, durante o 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom).

A professora destacou as mudanças causadas pela internet nas relações sociais. “A Internet ampliou largamente a participação do público. Ela envelheceu as funções do telefone, do fax, da secretária eletrônica, do pincel, do papel”, pontuou. Segundo Adriana, as novas mídias reinventaram a carta no formato do e-mail e revitalizaram o próprio telefone com o celular, que não precisa de fio.

Adriana alertou, no entanto para o uso da internet. “Além de usar as ferramentas da internet é preciso saber como a internet muda as relações”, disse.

De acordo com a professora, a internet resgatou a palavra comunidade com as “comunidades virtuais”. Ela ressaltou, ainda, as características que marcam as relações nas redes sociais a partir do conceito de sociabilidade.

Uma das questões levantadas por Adriana foi em relação à acolhida na rede. Para ela a senha de entrada na internet é o elogio. “Na vida cotidiana a pessoa se utiliza de roupas e corte de cabelo, por exemplo, para dizer que está ali. Na internet é diferente”, comentou. “O elogio passa a ser a senha principal no processo de reconhecimento do pertencimento. Ela abre as portas digitais para quem chega. Nas redes sociais a mediação por excelência é ser amigo”.

A professora acentuou que, nesta relação virtual também existe o conflito porque há conteúdos que provocam ruptura no padrão ameno de sociabilidade.

Outro painelista que agradou muito ao público no Ginásio da PUC foi o consultor de educação, Ricardo Chagas. Interagindo com os participantes, ele apresentou o projeto “Caixa de Ferramenta”, que objetiva discutir com os jovens o adequado uso das novas mídias. Ele alertou para a pirataria que fomenta a divulgação de filmes pornográfica entre os jovens.



quarta-feira, 20 de julho de 2011

O ECA FAZ 21 ANOS

Este ano a sociedade comemora 21 anos da promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instituído pela Lei 8.069 de 1990, dois anos após a proclamação da Constituição de 1988 que já estabelecia os princípios básicos da garantia de direitos da criança e do adolescente.


O Estatuto se divide em dois livros: o primeiro trata da proteção dos direitos fundamentais da pessoa em desenvolvimento e o segundo trata dos órgãos e procedimentos protetivos. Para que a lei seja implementada no dia a dia da sociedade, foi criado o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA), que é um conjunto articulado de pessoas e instituições em prol dos direitos infanto-juvenis. Fazem parte desse sistema a família, as organizações da sociedade (instituições sociais, associações comunitárias, sindicatos, escolas, empresas), os Conselhos de Direitos, Conselhos Tutelares e diferentes instâncias do poder público (Ministério Público, Juizado da Infância e da Juventude, Defensoria Pública, Secretaria de Segurança Pública). Nesse especial sobre o aniversário do Estatuto, destacamos o papel do Conselho Tutelar, uma das principais portas de entrada desse Sistema.

21 ANOS DO ECA

Neste 21 anos do ECA, apesar de ter sido um marco na defesa dos direitos da infância e da juventude, a legislação precisa ser reformulada, segundo o presidente do Conselho Tutelar de Marília, Marlon Francisco dos Santos. “As leis anteriores não reconheciam os direitos da criança e do adolescente. Com essa legislação, os menores, além de terem seus direitos assegurados, passaram a exigi-los. Hoje, quem se sente prejudicado pode procurar o Fórum e os serviços de proteção e denunciar.”

Apesar dos ganhos, Santos diz que a legislação precisa ser aperfeiçoada, já que os crimes e abusos contra a infância se agravaram, assim como houve o surgimento de novos comportamentos. “Há brechas na legislação que permitem interpretações distintas. Hoje há novas violações de direitos, que antes não existiam ou não foram consideradas na legislação de 1990, como os abusos cometidos na internet.”

O presidente do Conselho diz ainda que, em relação à prática criminal, o estatuto também está desatualizado. “A punição para jovens que praticam atos mais graves deve ser mais severa. Além disso, se o adolescente descumpre uma ordem judicial, o juiz tinha que ter um instrumento legal para puni-lo. O cumprimento das penas teria que ser integral. Como nada acontece ele sente de perto a impunidade e isso na fase adulta pode ter sérias conseqüências.

Atualmente, os jovens conhecem seus direitos graças à presença do ECA na escola. “É uma nova geração que conhece seus direitos. Hoje, é normal que adolescentes apareçam por aqui. Uma vez, uma mãe me disse que a própria filha queria procurar o Conselho Tutelar porque não concordava em ser agredida dentro de casa”, contou ele.

O principal avanço ao longo desses 21 anos de existência do Estatuto, segundo alguns especialistas é o conhecimento dos direitos entre os jovens. No entanto, é preciso que as pessoas conhecessem mais sobre a existência e funções dos atores da rede de garantias dos direitos. “O Estatuto é mais uma lei que foi feita no Brasil. Sozinha ela não muda nada. O Conselho Tutelar sozinho também não faz milagre. É parte de um sistema, em que participam órgãos do Judiciário e a sociedade civil. As pessoas precisam entender isso. esse é o principal desafio para o futuro. “Só assim, os direitos infanto-juvenis poderão sair do papel de vez”.


terça-feira, 19 de julho de 2011

PORQUE ASSINAR A CAROS AMIGOS?

A revista Caros Amigos  deve ser divulgda e assinada por ser uma experiência inedita de construção de um veículo de comunicação e informação que apresente o Brasil e o mundo sob outra ótica que não a da mídia dominante. A qualidade da revista já lhe rendeu varios premios: a Medalha Chico Mendes de Resistência do Tortura Nunca Mais – RJ, o certificado do iBest para o site da revista, Melhor Projeto Especial do ano para a edição especial Literatura Marginal, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), e dois dos quatro prêmios Wladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, na categoria imprensa escrita, para João de Barros (reportagem) e Jorge Arbach (arte). Outro prêmio dos direitos humanos, o Anamatra, oferecido pela associação dos juízes do trabalho

A revista é fruto do esforço conjunto de profissionais que acreditam que possa surgir uma imprensa de esquerda no Brasil, particularmente neste momento em que o mundo começa a se manifestar contra a globalização excludente. Em segundo lugar, com uma esperança, apesar das dificuldades, no nosso país e na imprensa brasileira. Em terceiro, sabendo que, apesar de sua importância, a Caros Amigos possui suas limitações, como a falta de repórteres, e que uma revista mensal não é suficiente para podermos dizer: existe um jornalismo alternativo.

Em entrevista a Wagner Nabuca, diretor geral da Caros Amigos, ele nos fala do surgimento da revista e deste sonho.
 
CCP: Como nasceu o sonho da Caros Amigos?

Wagner Nabuco: A idéia da revista surgiu da necessidade que sentimos de ter uma voz que destoasse do discurso da grande mídia, que discutisse a globalização. Por outro lado, pensando pelo lado técnico, achávamos que tinha que haver alguma coisa mais jornalística. Quando a revista surgiu o que se dizia é que as pessoas estavam parando de ler, que, na sociedade da imagética, o lance era fazer textos curtos, com muitas fotos, ilustrações e infográficos. Influências, no jornal, da escola do U.S. Today, americano, e, do lado da revista, o sucesso da Focus alemã e da influência da Escola de Navarra. Nós, ao contrário, fizemos uma revista que revaloriza o texto, porque há muitos leitores que querem ler coisas inteligentes, que os façam pensar criticamente o país.

O projeto da Caros Amigos começou com um grupo de amigos, que incluía jornalistas, publicitários, profissionais liberais, profissionais da comunicação. Entre eles estavam: Roberto Freire, José Carlos Marão, Alberto Dines, Juca Kfouri, Frederico Vasconcellos, Adriana Cury, João de Barros, João Noro, José Trajano, Oscar Colucci, Sergio Pinto de Almeida, Colibri e Jorge Brolio.



Queremos fazer a revista crescer. Por que não ter uma editora que não seja de direita no país? É claro que não vamos ter ajuda do BNDES, etc., mas vamos tentar, temos esse sonho. John Lennon disse que o sonho acabou. Mas eu acho que não: um sonho sonhado por muitos vira realidade.

CCP: O que te motiva?

Nabuco: Isso, mais o sonho de fazer um país melhor.

 E Wagner nos oferece um resumo da próxima edição da Caros Amigos que já está nas bancas.Quem puder colaborar na divulgação fique a vontade.Não se avexem.

A nova edição da Caros Amigos está recheada de boas reportagens, entrevistas e artigos. Mais uma vez tratamos de assuntos relevantes para a sociedade brasileira e nos esforçamos em fazer um jornalismo crítico, combativo e comprometido com a construção de um Brasil justo e igualitário. Na capa, chamamos a atenção para a grande corrida do capital estrangeiro em cima do etanol brasileiro: nos últimos três anos, grupos empresariais ingleses, estadunidenses, franceses, espanhóis, sul-coreanos e chineses compraram inúmeras usinas e grande quantidade de terra com a lavoura da cana.Esse processo de desnacionalização do setor representa séria ameaça à soberania energética, à industrialização e comercialização do biocombustível, além de interferir diretamente nas relações sociais e trabalhistas e na preservação ambiental do território nacional. Veja como anda a voracidade desses grupos em se apropriar de um bem tão valioso para a sociedade de consumo.Outra reportagem de destaque denuncia o descaso das várias instâncias de governo sobre a destinação dos bens reversíveis da União, que, no processo de privatização do sistema de telecomunicações, foram repassados para as empresas privadas e que deveriam retornar ao patrimônio público. Praticamente “esquecidos” pelas autoridades, esses bens podem constituir um prejuízo de R$ 30 bilhões para o povo brasileiro. Veja o que as empresas privadas de telefonia estão fazendo com os bens reversíveis da União.Caros Amigos ouviu lideranças políticas e estudiosos da reforma política para fornecer aos leitores um material de reflexão e debate sobre a tão propalada reforma política que tramita no Congresso Nacional. Questionamos desde o interesse real de deputados e senadores em promover mudanças efetivas no sistema de representação, até os pontos de uma possível reforma que signifique algum avanço democrático no processo eleitoral. Veja o que está em debate.Além disso, a revista contempla boas reportagens sobre a militarização da Prefeitura de São Paulo, a luta dos povos indígenas para criar a sua própria Universidade, o começo da Terceira Intifada Palestina contra o terrorismo do Estado de Israel, o processo da família Merlino contra o antigo comandante do Doi-Codi, a mobilização dos movimentos sociais em torno do Tribunal Popular da Terra, o perfil do crítico literário e militante Antonio Candido, e duas excelentes entrevistas: uma com o químico Esteban Volkov, neto do líder soviético León Trotsky, e outra com o professor José Luiz Fiorin, da USP, que analisa o preconceito da norma culta contra a linguagem popular.E claro, como sempre, estão também nesta edição os artigos de José Arbex Jr., Gilberto Felisberto Vasconcellos, Frei Betto, João Pedro Stedile, Emir Sader, Gershon Knispel, Marcos Bagno, Joel Rufino dos Santos e demais colaboradores da revista.Caros Amigos – A primeira à esquerda. Uma publicação muito além das revistas de mercado.

 Abraços

Wagner Nabuco




Enfim, se você é uma pessoa inteligente e gosta de boas leituras e quer fugir desta mídia parcial e  preocupada apenas com o aspecto consumista deve assinar e divulgar a CAROS AMIGOS.