domingo, 15 de novembro de 2009

PARÓQUIA SANTA RITA DE CÁSSIA REALIZA SUA ASSEMBLÉIA PAROQUIAL




Após uma semana da realização da XXII Assembléia Diocesana, a Paróquia Santa Rita de Cássia, realiza a sua Assembléia paroquial , nos dias 14 e 15 de novembro de 2009, no salão paroquial , tendo como tema: “A Paz é fruto da Justiça numa Comunidade eclesial”, cerca de 55 agentes de pastorais, juntamente com o Pároco José Raimundo Oliveira, durante este dois dias refletiram, aprofundaram e definiram os rumos da Paróquia para o ano de 2010.

Olhando o passado (Avaliação) para construir o futuro (Planejamento), os paroquianos tiveram a oportunidade de após uma excelente retrospectiva feita pela Pastoral de Comunicação (PASCOM) destacaram os pontos positivos das atividades realizadas em 2009 no sentido de potencializá-los, bem como, levantar também pontos que precisarão ser melhorados na nossa caminhada de 2010. Dentre os pontos considerados positivos foram lembrados as atividades que envolveram diversos atores pastorais, tais como: Festa de Santa Rita, Semana da Familia, Semana da Mulher, Mutirão da Cidadania, Gincana da Integração, Tríduo do Dízimo nas comunidades, as festas das padroeiras nas comunidades, a festa de Corpus Chisthi, Retiro dos Frades Capuchinhos, Ordenação Sacerdotal de Secundino, Retiro Espiritual conjunto de algumas Pastorais, os 10 anos do jornal Anúncio. Foi destacado também a implantação do Centro Digital de Cidadania, o terço luminoso, a integração dos grupos de centro com as comunidades e o Curso de Flores.

Dentre os pontos que precisamos melhorar foram destacados a necessidade de trabalharmos de forma mais eficiente e cuidadosa com a questão da acolhida em todos os aspectos, durante as celebrações, nas atividades de nossos grupos, na vida paroquial como um todo. Foi visto também a enorme necessidade de trabalharmos mais o aspecto da clareza na Missão, Objetivo e Identidade de nossos Movimentos. Existe por parte de muitos dirigentes dos movimentos desconhecimento sobre as prioridades paroquiais, bem como da vida paroquial; Dar uma conscientizada maior nos agentes de pastorais para compreendam melhor seu papel. Descobrir e formar novas lideranças para que possam assumir os desafios paroquiais; Fazer com que os participantes da Missa dos Homens também se engajem em grupos e Movimentos; Continua ainda a deficiência de comunicação entre os Movimentos e Pastoral de comunicação; Desconhecimento de muitos sobre os instrumentos de comunicação que a Paróquia dispõem e por fim uma outra grande deficiência que precisará de muito empenho em 2010, foi o trabalho com a Juventude, apesar do enorme investimento que foi feito neste setor os resultados não foram os esperados.

No final da tarde do primeiro dia, a Irmã Lourdes Favaretto, catequista franciscana (coordenadora Diocesana da Pastoral da Catequese) nos falou sobre os desafios da "Pastoral da Catequese hoje", após uma serie de desafios nos apresentou a proposta da "Catequese Catecumenal", uma nova proposta da Igreja, que visa a integração entre anúncio, celebração e vivência de fé, a formação de discípulos missionários para evangelizar, através de uma pedagogia interativa entre catequistas, catequizando e familia e que leva em conta a progressividade das etapas, nos apresentou uma serie de livros preparados didaticamente, com encartes de planejamentos, cartazes, com DVD, e celebrações e para os diversos atores. Ficando lançado o desafio para a Paróquia de assumir ou não este novo processo de catequese.

No domingo após uma rápida retrospectiva do dia anterior, Haroldo Heleno, coordenador paroquial, provocou a plenária com algumas reflexões sobre o processo de fortalecimento pastoral, destacando que a Paróquia tem conseguido dar respostas as ações de grande porte quando envolve diferentes atores na sua realização, tem inclusive conseguido motivar outras Paróquia e até mesmo a sociedade civil para realizar atividades a a partir de idéias que nascem na Paróquia, em muitos casos a Paróquia Santa Rita tem sido um referencial, um grande exemplo disto tudo é a realização dos Mutirões da Cidadania. Mas infelizmente ainda encontra enormes dificuldades no cotidiano (dia a dia) das atividades individuais dos grupos, pastorais, movimentos, comunidades. Heleno fez uma diferenciação da Ação Pastoral (que é a ação ou conjunto de atividades pelas quais a Igreja realiza a sua missão, que consiste primariamente em continuar a ação de Jesus Cristo) e as Pastorais que são os Instrumentos (Grupos, Movimentos, Associações, Comunidades, outros) para se concretizar esta ação e realizar as atividades que a Ação Pastoral nos convoca.

Antes de entrarmos no nosso planejamento 2010,Gregore nos apresentou o projeto de inclusão digital da Paróquia, o Centro de Cidadania Digital. O que é? Quais os objetivos, seu funcionamento, as suas pontecialidades, e como esta sendo gerenciado pela Paróquia. E por fim veio os desafios de como gerencia-lo? como manter esta proposta em funcionamento?

O Planejamento paroquial teve inicio como uma reflexão do livro de Romanos 12, 2-21, onde quatro grupos refletiram partes da passagem de Romanos e na medida da reflexão foram também apresentando propostas de ações que venham a responder os desafios levantados no dia anterior na avaliação.

Diante da questão da acolhida, ficou definido um enorme trabalho de conscientização nos diversos espaços da Paróquia que venha a resolver este grave problema, bem como a implementação de ações que venham a responder este desafio. Sobre a proposta da Catequese Catecumenal a Paróquia resolveu assumir dentro de um processo gradual de conhecimento e desenvolvimento de experiências que venha aos poucos concretizar esta nova proposta; Diante do desafio da formação, definiu-se pela criação da Escola Paroquial de Formação, que acontecerá todas as segundas terças feiras de cada mês, onde serão trabalhados temas que foram levantados na Assembléia, entre eles a catequese catecumenal, a liturgia, planejamento estratégico, relações interpessoal, etc, A escola vai se somar a outras ações de cunho formativo que já é desenvolvido na Paróquia, para coordenar a Escola de Formação foi apresentada uma equipe; Quanto a questão da juventude resolveu manter a prioridade e ficou acertado uma parceria mais direta com a Pastoral Familiar e Nova Juventude no sentido de desenvolver ações (encontros, curso, outros) no sentido de fortalecer o projeto da Nova Juventude; No aspecto de melhor utilização das novas tecnologias e melhoramentos na comunicação paroquial e dos próprios Movimentos, a PASCOM, o Conselho de Cidadania e o Centro Digital de Cidadania irão realizar uma oficina com este caráter, além dos trabalhos que o próprio CDC já desenvolve. Enfim o planejamento para 2010 foi sendo construindo, com algumas mudanças na vida paroquial, entre elas a definição de todas as missas de terça a sábado serem realizada no mesmo horário as 19:00 horas. O Cronograma completo com as atividades e a vida paroquial você pode acessar no site da Paróquia: http://www.paroquiasantaritadecassia.org/

A Assembléia teve como reflexão final uma convocação feita por Trajano, que nos falou sobre a necessidade de somar-mos força para a Construção do Reino, que não deve prevalecer na comunidade, o EU,nem o TU mas sim o NÒS, e todos nós termos claro que o que fazemos, realizamos para DEUS e não para satisfazer as nossas vaidades ou caprichos.


NOVO VAZAMENTO NUCLEAR EM CAETITÉ, NA BAHIA

mais uma vez é registrado possível vazamento nas instalações nucleares em Caetité, vejam abaixo.


Caetité, Salvador e Sáo Paulo, 10 de novembro de 2009


Para:
Sr. Carlos Minc, Ministro de Meio Ambiente
Sr. Roberto Messias Franco, Presidente do IBAMA
Sr. Sebastião Custódio Pires, Diretor de Licenciamento Ambiental - DILIC
Sr. Célio Costa Pinto, Superintendente do IBAMA / Bahia
Com cópia:
Ministério de Ciência e Tecnologia
Ministérios membros do Conselho Nacional de Política Energética
Secretaria de Meio Ambiente do Estado da Bahia
Diretoria do INGA
Diretoria do IMA
Secretaria Estadual de Saúde do Estado da Bahia
Ministério Público Federal da Bahia
Ministério Público Estadual da Bahia

Ref: NOVO VAZAMENTO NUCLEAR EM CAETITÉ, NA BAHIA


Prezados Senhores,

Por meio deste, e atendendo solicitaçao de organizaçoes socio ambientais de Caetité e Lagoa Real, indagamos se V. Sas. foram informadas do vazamento de concentrado de urânio (30 mil litros), ocorrido no dia 28 do mês passado, na unidade de extraçao e beneficiamento deste minério, operada pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB), no distrito de Maniaçu, no sudoeste da Bahia.
Segundo a noticia que, desde ontem, circula, levando intranquilidade às populaçoes da regiao, o vazamento de milhares de litros de licor de urânio, de impacto ainda desconhecido sobre o meio ambiente, é um dos mais graves de uma série ocorrida desde que a INB começou a minerar, em 2000. O vazamento, que pode ter contaminado solo e água dos arredores da mina, obrigou a Comissao Nacional de Energia Nuclear (CNEN) a suspender as atividades na chamada URA/Caetité.

Este é mais um evento, que só vem comprovar a insegurança nas instalaçoes e no processo produtivo da INB, detalhadamente descrita no Relatório sobre Fiscalizaçao e Segurança Nuclear no Brasil, da Camara de Deputados, publicado em 2006, também evidenciada em parecer recente sobre o setor nuclear do Tribunal de Contas da Uniao.

A situaçao na URA/Caetité é tao grave que gerou uma Açao Civil Pública proposta pelo Ministério Público Federal, em julho deste ano, recomendando a suspensao imediata das atividades da mineradora até que sejam sanadas irregularidades do sistema de radioproteçao e segurança, principalmente, a separaçao entre o fomento e a fiscalizaçao das atividades nucleares. O Ministério Público Federal requereu ainda que a Uniao e a CNEN custeiem a realizaçao de uma auditoria independente, antiga reivindicaçao dos habitantes de Caetite, e que o IBAMA suspenda eventual licença ambiental existente e nao conceda nenhuma outra, enquanto nao forem atendidos todos os pedidos da açao civil pública.

Ainda que a Justiça Federal, em Guanambi, tenha permitido a continuidade do funcionamento da mineradora, negando a liminar pedida pelos procuradores Ramiro Rochenbach e Wilson Rocha de Almeida Neto, os habitantes da regiao, em especial os moradores do entorno da mineradora, mais diretamente atingidos pelas atividades da INB, esperam que os orgãos competentes, desta vez, tomem as providências cabiveis e urgentes que um fato desta magnitude exige. Requerem, ainda, com base no direito democrático à informação, esclarecimentos sobre as medidas eventualmente adotadas por V. Sas.

Por outro lado, muito embora tudo indique que a DILIC/IBAMA tenha permitido a construçao das galerias para a iniciar a mineraçao subterranea, mesmo sem ter concedido a licença de ampliaçao da planta da URA/Caetité, reafirmamos a exigência da populaçao de que o Estado brasileiro aja de forma incisiva para assegurar a transparência nas atividades nucleares, observando o cumprimento das normas de segurança vigentes e que nao conceda licença de ampliaçao, enquanto nao for feita a avaliaçao de todos os aspectos referentes ao funcionamento da mineradora e enquanto nao for realizado o estudo de impacto ambiental, o EIA-RIMA exigido pela legislaçao em vigor.


Atenciosamente,

Comissão Paroquial de Meio Ambiente de Caetité
Associação Movimento Paulo Jackson - Ética, Justiça, Cidadania
Greenpeace

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A CIDADE E SEUS MUROS



Pe. Alfredo J. Gonçalves, CS

Celebramos o 20º aniversário da queda do Muro de Berlim. Mais que um muro que dividia em duas uma cidade, representou um mundo bipolarizado entre a União Soviética e os Estados Unidos, cada qual com seus satélites. Representou os tempos da guerra fria e dois sistemas de produção, economia neoliberal e centralizada. Berlim voltou a ser uma cidade livre? O mundo, a circulação das pessoas e o regime democrático voltaram a ser mais livres?

Desde os primórdios do mundo moderno, novas rotas comerciais faziam florescer cidades prósperas. A partir dos séculos XII e XIII, o capitalismo mercantil opõe ao universo feudal, cerrado e autônomo por natureza, uma rede aberta de centros urbanos e interligados entre si. As mercadorias rompem as fronteiras e estabelecem novas comunicações. Os chamados “descobrimentos”, nos séculos seguintes, alargam e aprofundam esses itinerários comerciais, ao mesmo tempo que conferem maior vitalidade e poder às cidades européias.

Está pavimentado o caminho para a Revolução Industrial e para o capitalismo industrial. Os “novos ricos”, ou burgueses, com o acúmulo de capital provindo do comércio, incrementam oficinas, fortalecem a potência das esquadras navais e incentivam os inventos, como a máquina a vapor, por exemplo. Tudo isso exige disponibilidade de braços para uma série de trabalhos. Numerosos servos passam a trocar a “proteção do feudo” pelos ofícios na cidade. Daí o provérbio medieval de que “o ar da cidade torna os homens livres”.

Valeria esse provérbio para a urbanização brasileira? A resposta é forçosamente ambígua. Por um lado, é certo que grande parte dos rapazes e moças, como também das famílias, se livram, através da migração, do patriarcalismo e do coronelismo rurais tão arraigados em nossa trajetória histórica. Os olhos de muitos trabalhadores e trabalhadores, na passagem da zona rural para a zona urbana, se abrem para os próprios direitos e para uma série de coisas novas. Muitos fazendeiros não querem saber de contratar pessoas que já tenham passado pela experiência urbana, seja como operário ou empregada doméstica. Muitos jovens do campo também se recusam a casar com mulheres que tenham trabalhado na cidade. Alegam que não são mais virgens. A verdade é que não as conseguem mais dominar a seu gosto. Se a tradição estática é a marca do campo, o dinamismo da novidade é o oxigênio da cidade.

No campo, as pessoas nascem revestidas de uma série de convenções sociais e de obrigações que passam de pai para filho. Há uma herança tácita que passa inclusive pela religião, o que pode levar a um catolicismo infantilizado. Na cidade prevalece a tendência a uma maior liberdade de escolha. As pessoas nascem nuas e devem abrir uma picada na selva de pedra. Daí a predisposição a solidariedades mais autênticas, menos convencionais, mais amadurecidas.

Por outro lado, não raro, a liberdade do mundo urbano contém armadilhas, com frequência leva aos becos escuros e sem saída. De fato, o conceito de liberdade difundido pela indústria do marketing e da publicidade é a de fazer o que se quer. E liberdade sem regras, sem leis, sem limites, facilmente conduz ao abismo. Que o digam os porões sórdidos da droga, do tráfico, do álcool, da prostituição e da violência! Além disso, os estímulos e apelos das “luzes e sons, cores e sabores, imagens e objetos” do mundo urbano aprisionam a não poucos num consumismo vicioso, cheio de ilusões e modismos, de verdadeira escravidão.

O fato é que as cidades de hoje, especialmente as metrópoles, estão longe de ser territórios sem muros. Estes, ainda que invisivelmente, se estendem por toda mancha urbana. Mosaico ou caleidoscópio, como preferem alguns estudiosos, a cidade reúne e justapõe diferenças que coexistem mas raramente se integram. As diferenças podem ser de natureza sócio-econômica, como condomínios fechados ao lado de favelas; podem ser marcadas pelo víeis religioso e cultural, em que vários povos exibem seus mais variados costumes e expressões; ou de caráter auto-defensivo, dando origem às tribos urbanas, aos guetos ou aos “pedaços” mais ou menos fechados e hostis. Exemplo dessa dicotomia pode ser o trânsito, onde os automóveis mais modernos e equipados trafegam lado a lado com as “carroças” de mais de 30 anos, amassadas e fumarentas, às vezes ú8nico meio de sobrevivência de bom número de famílias.

Mas os muros invisíveis tornam-se cada vez mais visíveis. Basta constatar os sistemas de segurança, cuja sofisticação cresce na mesma medida do medo e da segregação. Grades, cercas, câmeras, cães, alarmes e guardas noturnos multiplicam-se por toda parte. Prosperam as companhias de vigilância. Pública ou privada, a segurança investe em novos meios e tecnologia de ponta. Do lado extremo, o crime organizado não deixa por menos, investindo também em armamento pesado e no recrutamento de jovens e adolescentes cada vez mais precoces.

O ar da cidade nos torna livres? Além de poluído pelo gás carbônico, parece adensar-se, por um lado, de luzes, novidades, oportunidades mil, por outro, de medos, fobias, angústias e estresse. Fabricamos gaiolas e nos metemos dentro delas como verdadeiros prisioneiros. Enquanto o muro de Berlim dividia capitalismo e comunismo, os muros de hoje dividem pessoas, grupos, classes sociais, tribos urbanas, gangues, bairros, vizinhos. Pelo menos uma coisa parece esclarecer-se: a fronteira entre o bem e o mal passa por dentro de cada pessoa, de cada língua e de cada cultura.

OLHA A DENGUE AI , MINHA GENTE



Enquanto cinco times, São Paulo, Palmeiras, Flamengo, Atlético/MG, Internacional lutam ponto a ponto, gol a gol pelo título do emocionante Campeonato Brasileiro de Futebol; em Itabuna trava-se uma luta contra um título que nada tem de lisonjeiro.

A cidade quer e precisa evitar o vergonhoso tri-campeonato brasileiro de incidência de dengue, repetindo o que ocorreu em 2008 e 2009, com um saldo de milhares de pessoas doentes e mais de uma dezena de mortos.

Trata-se de um jogo, ou de uma batalha se preferem, contra um adversário pequeno, mas extremamente perigoso principalmente quando, a exemplo do que ocorre em Itabuna, não existe um trabalho eficiente de prevenção: o mosquito aedes aegypt..

Os números são alarmantes. Atualmente o índice de infestação predial do mosquito da dengue é de 10,9%, percentual é quase onze vezes maior que o aceitável pela Organização Mundial de Saúde.

É um sinal inequívoco de que a cidade corre o risco de atravessar o verão com uma nova epidemia de dengue, repetindo o quadro dantesco de hospitais lotados, doentes surgindo aos borbotões e familiares chorando seus mortos.

A própria Prefeitura de Itabuna reconhece que a situação é grave, a ponto de levar o prefeito Capitão Azevedo a decretar Situação de Alerta no município e convocar a Defesa Civil para definir estratégias de combate aos focos do mosquito transmissor da dengue.

Para agravar o que já é um drama, a previsão dos institutos de meteorologia é de um verão chuvoso, o que favorece a reprodução do mosquito.

Diante disso, além da necessária ação conjunta Prefeitura de Itabuna/Governo do Estado/Governo Federal, é preciso que a população faça sua parte, evitando o acumulo de lixo e de água em recipientes abertos como caixas dágua, garrafas, lajes ou pneus velhos.

Essa é uma batalha que só será vencida se cada um fizer a sua parte e todos se conscientizarem que, no caso da dengue, o melhor antídoto é a prevenção.

Não é bom para a cidade voltar a ser destaque nacional de maneira negativa, através de uma “conquista” que na verdade é uma derrota.

E não é bom para a população, porque diante de uma epidemia, todos nós somos, potencialmente, vítimas de uma doença que, nunca é demais lembrar, em sua forma mais agressiva pode até matar.

Alerta total, pois, contra a dengue.

E guerra total e sem tréguas ao mosquito!

Daniel Thame é jornalista e blogueiro.
www.danielthame.blogspot.com

domingo, 18 de outubro de 2009

FALECIMENTO DE ZÉ MARTINS


Faleceu Zé Martins, cantor, compositor e liturgista da Igreja Católica. O sepultamento ocorreu ontem em Pouso Alegre-MG.

Zé Martins é um jovem compositor e intérprete que há mais de dez anos está falando ao coração da juventude através de suas composições e voz. É um artista que durante todo esse tempo não fez concessões, só canta aquilo em que acredita. Ele sabe que não precisa cantar alto para fazer-se entender e evita, com sucesso, soar mais forte que as mensagens.

Para o autor, as letras que falam sobre juventude, a luta, a conquista, o sonho, a esperança e a latino-americanidade não podem ficar escondidas debaixo de melodias muito difíceis. Por isso, seu estilo privilegia os ritmos populares e alegres como xote, baião e outros.

Encontrou no lado místico a melhor maneira de expressar sua musicalidade, sem ser sacerdote de uma igreja. Pelo contrário, faz da sua profissão de professor um ponto de apoio para chegar ao coração e ao ouvido da juventude que ainda tem folêgo para implantar os ideais em que acredita.

“Liberdade vem e canta e saúda este novo Sol que vem. Canta com alegria o escondido amor que no peito tens. Mira o céu azul, espaço aberto pra te acolher". Este é um dos versos de “Liberdade”, uma das inúmeras canções mais bonitas, sempre cantada em celebrações e encontros religiosos de jovens.

Com informação de Padre Edegard e Alda Maria.