domingo, 28 de março de 2010

RATO FECHA MINA DE URÂNIO EM CAITITÉ - (BA)

Um rato acaba de virar herói antinuclear. Ao entrar por engano na tubulação da mina de urânio da Indústrias Nucleares do Brasil (INB) em Caitité, município do sudoeste baiano, o roedor realizou por breves instantes aquilo que até agora lutamos para conseguir: parar as atividades da mineradora.


A contaminação da água de Caitité por urânio acima dos níveis considerados seguros foi detectada pela primeira vez em 2005. Em 2008, o Greenpeace conduziu uma análise independente e confirmou que os índices de contaminação eram altos. Enquanto tramitam inquérito do Ministério Público Federal e do Instituto de Águas da Bahia (Ingá) sobre o problema, a INB insiste que o trabalho da mineradora é totalmente seguro para o meio ambiente e a saúde humana.


Agora que um simples rato foi capaz de parar os trabalhos da gigante, toda a propaganda sobre segurança parece ter ido por água contaminada abaixo.


A notícia está em crônica publicada no site da Rádio Educadora

Nota extraída do site do Greenpeace Brasil.

DOMINGOS DE RAMOS NA PARÓQUIA

Hosana ao filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas! E, entrando Ele em Jerusalém, toda cidade se alvoroçou e perguntavam Quem é este? E as multidões clamavam: Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galiléia." Mateus 21:1-11.


A Paróquia Santa Rita de Cássia, localizada na Diocese de Itabuna, sul da Bahia, realizou neste dia 28 de março, a abertura das atividades da Semana Santa de 2010, com uma belíssima e participativa celebração do Domingos de Ramos. A celebração teve inicio na Rua Getúlio Vargas, no Bairro Banco Raso, da Comunidade de São Francisco, celebrada pelo Frei José Raimundo. Desta vez foi a comunidade de São Francisco que foi agraciada com este momento maravilhoso de demonstração de fé e participação popular. Esta iniciativa também faz parte da dinâmica adotada pela Paróquia Santa Rita de priorizar as comunidades, motivando-as e valorizando as inciativas comunitárias.

Milhares de pessoas se deslocaram pelas ruas do Banco Raso e do Bairro São Caetano em direção a Igreja Matriz, localizada na Av. Juarez Távora, s/n, no Bairro São Caetano, cantando, orando e repetindo os gestos dos primeiros cristãos de louvores a Jesus, com gritos de "Rei, Rei, Rei, Jesus é nosso Rei" e de "Hosanas", a procissão de Ramos atraiu muitas pessoas que estavam em suas casas, muitas delas enfeitadas e com velas e Bíblias nas portas e janelas para recepcionarem a passagem da enorme multidão.

Chegando na Igreja Matriz, o Frei Giovanni Cappone, deu continuidade a celebração com os ritos normais da celebração eucarística.

Vale lembrar que o Domingos de Ramos relembra a entrada triunfal do Senhor em Jerusalém, no domingo anterior à sua crucificação e ressurreição, representava a recepção gloriosa que lhe prestaria a Sua Igreja, prestes a ser estabelecida; representa a recepção do Senhor como Rei da Glória, como Divina Verdade, como forma visível do Divino Amor na forma humana.

Num sentido mais interior, a entrada triunfal marcava também o começo do trabalho final da redenção, pela qual os infernos foram subjugados, os céus foram ordenados e um caminho foi aberto para a instalação de Sua Igreja na terra.

E relembrando as palavras do Frei José Raimundo, logo após a leitura do Evangelho: Esta mesma multidão que recepcionou Jesus de forma tão calorosa, como Rei e Mestre, foi a mesma que influenciada pelo poder da época (Doutores da Lei, Escribas, Políticos) pediram a condenação de Jesus e o levaram a crucificação. Sem duvida, esta reflexão é para nós de fundamental importância, ainda mais, diante do estado em que vivemos, onde os meios de comunicação estão a serviço deste mesmo poder que pediu e pede a condenação de todos aqueles que assim como Jesus lutam por um mundo de Justiça, igualdade e fraternidade.

Haroldo Heleno
Coordenador de Pastoral

70 anos de Dom Ceslau - Bispo Diocesano de Itabuna


No dia 27 de março de 2010, às 18:00 horas com uma bonita celebração eucarística realizada na Catedral de São José – Itabuna – Bahia, marcou a passagem dos 70 anos de Dom Ceslau Stanula, Bispo Diocesano de Itabuna. Dom Ceslau é Missionário Redentorista, nascido em Szerzyny, pequena cidade, distante 100 km de Cracóvia, na Polônia, no ano 1940. Seus pais, Stanislaw e Bronislawa Stanula, eram camponeses e tiveram oito filhos. Destes, três são religiosos: Emil, sacerdote redentorista; Dom Ceslau, bispo; Teresa, da Congregação das Pequenas Irmãzinhas de Jesus; Dom Ceslau entrou na Congregação dos Missionários Redentoristas com 17 anos. Terminou os estudos filosóficos e teológicos no Seminário Redentorista, recebeu a ordenação sacerdotal no dia 19 de julho de 1964. Iniciou o seu trabalho sacerdotal na Polônia, na cidade universitária de Gliwice, na Silesia, como catequista e capelão do Hospital Oncológico. De Gliwice foi transferido para a Argentina como missionário e trabalhou no Norte argentino.

Depois de seis anos de trabalho na Argentina, foi enviado ao Brasil para dar início à Missão Redentorista da Bahia, em Bom Jesus da Lapa, onde ocupou as funções de Superior da Missão Redentorista do Estado, Reitor do Santuário, Pároco da Paróquia, Vigário Geral da Diocese, Professor do Colégio de São Vicente, Diretor da gráfica "Bom Jesus", Assistente Eclesiástico e orientador da Congregação das Filhas de Fátima, pregando também missões populares.

Depois de 12 anos de trabalho em Bom Jesus da Lapa, foi transferido para Salvador, para a Comunidade de São Lázaro, aí assumiu a função de Vigário Paroquial e Diretor Espiritual do Encontro dos Casais com Cristo e do "Grupo Repartir". Trabalhou também como professor. Depois foi nomeado Superior da Comunidade Redentorista de São Lázaro e Pároco da Paróquia de Ondina-CE. Em Salvador dedicou-se à Pastoral Familiar, sendo nomeado pelo Arcebispo D. Lucas Moreira Neves, Diretor Diocesano do ECC.

Para melhor identificar-se com o povo brasileiro, naturalizou-se brasileiro, recebendo o Certificado de Naturalização no dia 24 de março de 1987 em Salvador. Nomeado Bispo Diocesano de Floresta-CE, pelo Santo Padre o Papa João Paulo II, em 23 de agosto de 1989, recebeu a Consagração Episcopal na Paróquia de Ondina, onde trabalhou. Como Bispo de Floresta dedicou-se ao trabalho pastoral e social. Construiu vários açudes, adução de água, construção de capelas, entre outros. Foi responsgável pela Pastoral Familiar em quatro Estados: Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte.

No dia 27 de agosto de 1997 foi nomeado Bispo Diocesano de Itabuna, tomando posse no dia 26 de outubro do mesmo ano. Lema Episcopal: “VOX CLAMANTIS IN DESERTO” – Voz que clama no deserto.

No dia 5 de novembro de 2009, com uma celebração eucarística tivemos a oportunidade de celebramos os 20 anos de ordenação episcopal. Naquela oportunidade, logo após a celebração, o prelado fez o lançamento do livro “Cotidiano na Igreja”, que reúne uma coletânea artigos de sua autoria publicados semanalmente no jornal Agora no período de 2005/2007.

Já se passaram doze anos de presença marcante nas terras do Cacau. Como bem disse o Pe. Moisés, Dom Ceslau por onde passa cria laços de amizade e carinho e sua postura firme tem feito com que a Igreja particular de Itabuna, se destaque no cenário Regional. Mara Gomes falando em nome do Conselho de Pastoral e representando todos os movimentos diocesano lhe ortogou o título de BISPO DA FAMÍLIA.

terça-feira, 23 de março de 2010

MOÇÃO DE APOIO A LUTA DOS TUPINAMBÁ

O intenso processo de criminalização e perseguição as lideranças Tupinambá de Olivença e os diversos ataques as suas lutas, desencadeado por fortes ações de preconceitos motivaram diversas Entidades da Bahia e algumas do Brasil a lançarem uma Moção de apoio e Solidariedade ao Povo Tupinambá, bem como um repúdio a este processo de criminalização, que infelizmente não é nenhuma novidade para os Movimento Sociais no Brasil, mas que vem se tornando cada vez mais agressivo e ousado. O Conselho de Cidadania Paroquial também se soma nesta luta pela garantia dos direitos e da cidadania do Povo Tupinambá.

Os povos indígenas do sul da Bahia, a longa data vem sofrendo este tipo de ataque. Primeiramente os Pataxó Hã-Hã-Hãe durante muito tempo não era sequer considerados indígenas, quando este argumento caiu por terra com as comprovações antropológicas, os ataques se voltaram com um intuito de dizer que os Pataxó Hã-Hã-Hãe não eram daqui da região, o que também foi prontamente rechaçado. Não tendo sucessos nestas incursões a elite local investiu pesado no processo de perseguição e criminalização das lideranças Pataxó Hã-Hã-Hãe e até mesmo no assassinato das mesmas, podemos dizer que quase todas elas que estavam na linha de frente foram acusadas de diversos “crimes” com o claro intuito de tirá-las da luta. Um outro argumento preconceituoso muito usado é dizer que tudo de ruim que acontece na região é culpa da luta dos índios pelos seus direitos, se esquecendo eles que os grandes culpados pelo caos regional e a falta de perpesctivas  é a própria elite local (politica  e econômica) que sempre comandou o “pedaço”. O processo se repetiu com os Pataxó do Extremo-sul se se destacando na região o indígena Joel Braz, liderança de peso do Movimento Frente de Resistência da Luta Pataxó, foi criminalizado e perseguido e hoje encontra-se em prisão domiciliar em uma das aldeias do seu Povo. Estas lideranças ainda tiveram a sorte e a proteção de Deus de não serem assassinadas, o que infelizmente vitimaram outros de seus parentes que também estavam na luta.

Agora, o mesmo processo é desencadeado contra os Tupinambá de Olivença, com os mesmos requisitos e com os mesmos argumentos e os mesmos atores.